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Técnico que vendia grampos é presooutubro 12, 2010 // 1 ComentarioHomem tinha contato com detetive particular e oferecia grampos e conteúdo de escutas autorizadas pela Justiça. A polícia prendeu em flagrante Robson Menesostalo, funcionário da empresa Telsul, que presta serviços para a telefônica e tinha contato com um detetive particular. O técnico tinha acesso privilegiado à central de telefonia, e repassava dados para o detetive particular. A polícia ainda não tem certeza se ele agia sozinho ou com ajuda de cúmplices. Da central, era possível realizar um grampo ilegal, para qualquer detetive particular transferindo as ligações para um terceiro número, localizado à distância. Por exemplo, na casa de uma pessoa envolvida, onde as conversas seriam gravadas, ou mesmo num escritório de detetive particular. Além disso, a polícia descobriu que o técnico também ofereceu, pelo menos uma vez, o conteúdo de escutas telefônicas legais, feitas com autorização judicial, a um detetive particular. Estas conversas poderiam ser vendidas às pessoas sob investigação ou a um adversário, e até para um outro detetive particular. O cliente do advogado Guilherme da Silva, um detetive particular, foi quem recebeu a oferta: por R$ 5 mil, ele poderia ouvir as conversas telefônicas de terceiros. Guilherme da Silva afirma que “foram oferecidos grampos judiciais, que são gravações feitas pela empresa competente, no qual um juiz determina que essas gravações sejam feitas. Os dois grampos não-judiciais, que são qualquer pessoa que ele grampearia, e mais os dois ofícios que dão autorização para fazer os grampos judiciais”. O pacote previa a possibilidade da interceptação de quatro até linhas. O que chamou a atenção da polícia é que duas das linhas interceptadas tinham sido grampeadas por determinação da Justiça. Uma das ordens partiu de um juiz federal de Ribeirão Preto e a outra, do juiz da décima vara federal de Brasília. Naief Saad Neto, o delegado que investiga o caso, diz que “números das linhas evidentemente vão ser preservadas, uma vez que não há interesse em divulgá-las para não atrapalhar a investigação feita pelos órgãos federais”. Para a polícia, o esquema expõe uma fragilidade na segurança de empresa prestadora de serviço de telefonia, a Telsul. Naief Saad Neto afirma que “ele tinha acesso a uma informação muito importante e perigosa de ser revelada porque atrapalha bastante as investigações que tanto pela Polícia Civil como a Polícia Federal estão em andamento”. Em nota, a Telefônica disse que “possui severas normas para manter a segurança de sua rede” e esclarece ainda que “no caso da execução de ordens judiciais para interceptação telefônica, o trabalho é realizado prioritariamente por funcionários da própria Telefônica, e nunca por nenhuma pessoa que não seja funcionário e muito menos por detetive particular. E quando há envolvimento de funcionários de empresas contratadas, é assinado um termo de confidencialidade.” Tags: adversários , autorizadas , conversas , detetives , escutas , funcionário , grampos , gravações , ligações , particulares , políticos , telefônica
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