Sem mistérios
| Sherlock Holmes está também na Bahia: elementar, meu rei |
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Publicada na Tribuna da Bahia: 29/01/2010 2:57| Atualizada: 29/01/2010 2:48
Noemi Flores
Sherlock Holmes é um personagem de ficção da literatura britânica criado pelo médico e escritor britânico Sir Arthur Conan Doyle. Holmes é um investigador do final do século XIX e início do século XX que aparece pela primeira vez no romance A Study in Scarlet (Um estudo em Vermelho) editado e publicado originalmente pela revista Beeton's Christmas Annual, em novembro de 1887. Holmes ficou famoso por utilizar, na resolução dos seus mistérios, o método científico e a lógica dedutiva.
Mas parece que o lendário personagem não ficou só na literatura, aqui na Bahia existe a Agência Sherlock Holmes Consulting Detective, Caixa Postal nº 120 - CEP: 40.300-030, telefone 3497-2140, Comércio, gerenciada pelo detetive Montenegro, há 29 anos na profissão, que não gosta de ser fotografado, pois mantém sua identidade preservada. O detetive lamenta que a “profissão exista de fato, mas não de direito. Não foi regulamentada no Brasil, mas existe um projeto de lei do deputado federal José Jesuíno para ser votado”.
Ele acha importante regular a atividade porque “ muita gente coloca anúncio e não tem treinamento nenhum, nem segundo grau completo, às vezes não sabe nem falar no telefone e não há uma lei para coibir este tipo de pessoas. Chamamos estes de detetives migalheiros que trabalham sem credenciamento e não são filiados ao Conselho de Detetives do Estado da Bahia. Por isto acho que cabe ao cliente descobrir o melhor”, reclamou.
Montenegro também concorda com a importância da pessoa ter um escritório montado, um estabelecimento com alvará da prefeitura e CGC. A respeito de quem queira seguir a carreira, ele afirma que é representante na Bahia de um curso de detetive realizado em Curitiba, trata-se do Instituto Sul Americano de Investigação da Bahia. O candidato se inscreve aqui e depois faz o curso em Curitiba.
Para a atuação profissional, de acordo com Montenegro, “o profissional deve estar sempre motorizado, além da utilização dos equipamentos necessários, há ocasiões que necessita usar muitos disfarces como de mendigo, carteiro, agente de saúde, flanelinha e até mesmo de recenseador”, confessou.
Um dado interessante fornecido pelo detetive é de que, segundo a revista Veja, a Bahia tem o maior número de adultério, por isto 80% dos casos são de investigações conjugais, a pedido das mulheres na maior parte das vezes. Porém há solicitações de homens para investigação pré-nupcial para saber tudo da mulher antes de dizer sim, revelou.
Ocorrem situações interessantes que já foram acompanhadas pelo detetive, cujos honorários vão de R$300, simples, e quando se dispensa mais tempo para investigação e várias mudanças de equipe, o mínimo é de R$ 1.400. Ele conta que “uma certa feita uma senhora nos contratou para seguir o marido porque chegava toda a sexta-feira por volta de 21h, sendo que saía às 18h do trabalho. Investigamos e observamos o homem entrando no motel sozinho e saindo também só. Ela não se conformou com o resultado e nos acompanhou um dia. Pedimos permissão da polícia para abrir a porta do quarto.
Então a esposa se deparou com uma cena inusitada: o homem fazendo sexo com uma boneca inflável. Era esta a fantasia dele!”, revelou. Outra, solicitou que seguissem o marido, uma pessoa importante na cidade, e a equipe o encontrou em um bar GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes), “beijando na boca outro homem”, contou.