A testemunha revelou que, na época, tinha 15 anos e que foi seduzida pelo então parlamentar, que lhe ofereceu vantagens para que a mesma mantivesse relações sexuais com ele. Do suposto relacionamento com o então deputado, segundo a mulher, nasceu uma criança que, hoje, tem 12 anos.
“Na época ele me prometeu emprego. Depois que engravidei, ele disse que o filho não era dele. Não levei a situação a público por que ele [Moura] me intimidou. O que quero, agora, é que ele reconheça a paternidade”, afirmou a testemunha.
A segunda a depor na Comissão Parlamentar de Inquérito foi uma jovem que, hoje, tem 18 anos. Ela disse que manteve relações sexuais com Eliseu Moura em 2007 – na época ela tinha 16 anos. Do relacionamento, de acordo com a testemunha, nasceu uma garotinha, que hoje tem dois anos. A jovem afirmou que também foi iludida pelo político. “Ele me prometeu emprego e uma casa. Depois que engravidei, pedi que ele reconhecesse a paternidade e ele se negou”.
As duas testemunhas afirmaram que não eram mais virgens quando mantiveram relações sexuais com Eliseu Moura.
Outro caso
A presidente da Comissão, deputada Eliziane Gama (PPS), também colheu os depoimentos de uma senhora e da sua filha, que residem na cidade de Pirapemas. As duas também preferiram depor usando capuz. A senhora afirmou que a sua filha, hoje com 14 anos, foi explorada sexualmente por um homem identificado pelo apelido de “Bigorna”, que seria funcionário público da Prefeitura de Pirapemas. O fato, segundo a testemunha, aconteceu ano passado.
A informação da mãe foi confirmada pela filha. A garota disse que “Bigorna”, depois de várias tentativas, conseguiu manter relações sexuais com ela. “Ele vivia me convidando para beber e me prometendo emprego na prefeitura. Um dia ele acabou conseguindo que eu me envolvesse com ele. Depois que mantivemos relações sexuais, ele saiu e jogou R$ 25 em cima de mim”, relatou a adolescente, acrescentando que também não era mais virgem na época que manteve relações sexuais com o suposto funcionário público municipal.
Durante os trabalhos da CPI desta quinta-feira, Eliziane Gama ouviu, ainda, o relato do representante da OI, José Soares Júnior. O executivo foi convocado para prestar esclarecimentos técnicos sobre a utilização de uma linha telefônica, por parte de uma empresa do Rio de Janeiro, que funcionava como um bate-papo sobre sexo e que utilizava gravações que faziam referência ao Colégio Universitário (Colun).
José Soares Júnior explicou que a referida empresa apenas contratou o serviço da Oi para operar este serviço e, cumprindo o que determina a Constituição Federal, a operadora de telefonia não pode ter acesso ao conteúdo da linha telefônica |