25 de setembro de 2008, 06h44
Quadrilha de estelionatários é descoberta pela Polícia Civil.
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Quadrilha de estelionatários é descoberta pela Polícia Civil. Junto com a quadrilha foram apreendidas diversas carteiras falsificadas, entre outros materiais utilizados pelo grupo Uma quadrilha de estelionatários, que atua em Macaé, foi descoberta por policiais civis da 123ª DP - Macaé. O caso estava sendo investigado há três semanas e na última terça-feira (23), os policiais receberam uma informação de que um grupo, de pelo menos 12 pessoas, estaria reunido
no bairro Alto dos Cajueiros.
De acordo com o delegado da 123ª DP, Daniel Bandeira, todos foram encaminhados para a delegacia, onde prestaram depoimentos, mas não puderam ser presos. "Como não houve flagrante, não pudemos prender os elementos. Além disso, eles alegam que estão dentro da lei, de acordo com o Decreto 6.044, de 2007, que está impresso em todas as carteiras apreendidas", explicou. |
Junto com a quadrilha foram apreendidas diversas carteiras falsificadas, entre outros materiais utilizados pelo grupo
De acordo com o delegado da 123ª DP, Daniel Bandeira, todos foram encaminhados para a delegacia, onde prestaram depoimentos, mas não puderam ser presos. "Como não houve flagrante, não pudemos prender os elementos. Além disso, eles alegam que estão dentro da lei, de acordo com o Decreto 6.044, de 2007, que está impresso em todas as carteiras apreendidas", explicou.
As ações dos estelionatários era comandada por JOSÉ ANTÔNIO DE LIMA, de 56 anos, e ELDER LEONARDO DA SILVA MOURA, de 33 anos, e falsificavam carteiras de detetives particulares e delegados de Direitos Humanos. Elas eram vendidas às pessoas pelo valor de R$ 490 e os estelionatários diziam que eram verdadeiras, já que as vítimas recebiam uma apostila e tinham curso de detetive e delegado. "Isso porque a profissão de detetive particular não é regulamentada no Brasil", informou o delegado Daniel Bandeira. Ao todo, foram identificadas 47 vítimas em Macaé, uma em Campos dos Goytacazes e uma em Sergipe.
Junto com a quadrilha foram apreendidos um lap top, distintivos, carteiras de detetive particular, agente social e delegado de Direitos Humanos, algemas, dois giroscópios, spray de pimenta, aproximadamente sete coletes com os dizeres "Direitos Humanos", um carro adesivado também com os dizeres "Direitos Humanos". Todo o material também foi encaminhados para a 123ª DP, onde o caso continua sendo investigado.
Daniel Bandeira ressaltou que JOSÉ ANTÔNIO DE LIMA e ELDER LEONARDO DA SILVA MOURA serão indiciados por estelionato, já que estavam enganando diversas pessoas em Macaé. "Neste caso, eles podem pegar de 1 a 5 anos de prisão por cada delito cometido, ou seja, até o momento são 47".
Além da falsificação, esses elementos entravam em bares e restaurantes, se fazendo passar por oficiais, com o pretexto de vistoriar o local. "Com isso eles consumiam à vontade, sem pagar nenhum centavo", declarou o delegado. A maioria das pessoas que comprava essas carteiras era jovem, interessada em entrar em boates.
A polícia acredita que há outros elementos envolvidos na quadrilha, mas ainda não tem como afirmar. A suspeita é de que o grupo também cometia outros crimes, como infrações administrativas, entre outros. Estes ainda estão sendo apurados pela Polícia Civil.

JOSÉ ANTÔNIO DE LIMA, de 56 anos
Autor: Ive Talyuli
Créditos: Wanderley Gil
123ª DP – Macaé
Drº. Daniel José B. de M. Gomes
Rua da Igualdade, 896 (22)3399-8320 / (22)3399-8328. (22)2772-0082 / (22)2772-0620. danielbandeira@pcerj.rj.gov.br