10 de Janeiro 2009, 15h40                                     

Brasil

Detetive que extorquia empresários e políticos preso pela Operação Gautama

Seguranca
Detetive particular preso por extorsao
Publicada: 09/04/2010 00:13| Atualizada: 09/04/2010 00:03

mariacelia vieira

O detetive particular Paulo Roberto Miranda foi preso durante uma operacao conjunta do Centro de Operacoes Especiais (COE), Superintendencia de Inteligencia da Policia Civil e 5? Coordenadoria de Policia do Interior de Valenca (Corpin), ontem pela manha, sob acusacao de comandar um esquema de extorsao contra politicos e empresarios baianos. O tecnico em telecomunicacoes Jose Raimundo da Cruz, o “Cebola”, ate o final da noite era procurado, acusado tambem de integrar a quadrilha, como informou o delegado e coordenador do COE, Jardel Peres.

Um esquema de grampos telefonicos, quebra de sigilo bancario e invasao de bancos de dados era realizado pelos acusados para conseguir informacoes que comprometessem as vitimas. A denuncia teria partido de um prefeito da regiao de Valenca, cujo nome foi preservado, que estaria sendo extorquido pelo detetive.

Segundo Peres, ha um ano, as investigacoes vinham sendo realizadas. Durante a operacao, iniciada simultaneamente as 6 horas nos bairros de Itaigara, Itinga, Saude e Massaranduba, foram apreendidos farta documentacao, computadores, equipamentos de investigacao como binoculo, fitas casssetes, CDs e notebooks.

O inquerito sera instaurado e seguira para o Ministerio Publico, que decidira o encaminhamento do caso.

A prisao de Miranda aconteceu nas primeiras horas, quando o detetive ainda se encontrava em sua residencia, no bairro da Massaranduba. O tecnico em telecomunicacoes que trabalha para uma empresa terceirizada, que presta servico a empresas de telefonia, nao foi encontrado no bairro da Saude onde mora. “Continuamos com os homens em diligencia, com objetivo de cumprir o segundo mandado de prisao", adiantou Peres, no inicio da noite de ontem.

Clientes e vitimas do detetive tambem serao ouvidos nos proximos dias. Familiares do acusado estiveram na recepcao do COE, durante toda a tarde, acompanhando o desenrolar da prisao. Na sala do coordenador, Miranda preferiu nao conversar com a imprensa e tentou esconder o rosto.

Valendo-se da funcao de detetive, ele aceitava servicos, promovia investigacao e ia alem do que a lei permite aos investigadores, conseguindo acesso a contas correntes, promovendo a quebra do sigilo bancario e realizando interceptacoes telefonicas (cada uma valia R$ 500). Com o trabalho desenvolvido, o detetive partia para a confeccao de um dossie, que serviria para extorquir as pessoas investigadas por ele.

“Em alguns casos usava os dados solicitados por clientes, em outros a iniciativa era propria, visando extorquir politicos e empresarios”, relatou o coordenador do Centro de Operacoes Especiais.

Publicada: 09/04/2010 00:13| Atualizada: 09/04/2010 00:03

 

 


 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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