As mulheres são as campeãs de desconfiança, principalmente, quando se trata do relacionamento conjugal. Mais da metade dos pedidos de investigação, que envolvem traição, são feitos pela ala feminina. “Constantemente esposas me procuram para seguir o companheiro delas. Mas, em muitos casos, o homem não está fazendo nada demais. Quando concluo a investigação vejo que ele estava chegando tarde em casa porque ia a um barzinho conversar com os amigos”, explicou Feitosa.
Quando o pedido parte do homem, a coisa fica mais complicada. De acordo com o detetive, as mulheres são mais discretas. “Elas são muito espertas. Muitas vezes fico investigando a esposa de um cliente por meses até descobrir algo errado. A ‘mulherada' é mais recatada. É complicado descobrir uma traição feminina”, confessou.
Quem estiver interessado em utilizar o serviço de um detetive deve ficar ciente de que este recurso não custa pouco. Para se ter uma idéia, oito horas de investigação custam ao bolso do cliente R$ 350. Esse valor aumenta consideravelmente quando é preciso viajar. “Às vezes me pedem para seguir uma pessoa durante uma viagem. Se for para Natal, por exemplo, cobro R$ 1.500 por dia de serviço”, explicou Feitosa.
Vale a pena ressaltar que mesmo se a investigação não render nada, quem solicitou o serviço do detetive é obrigado a honrar com pagamento. “Não temos culpa nenhuma se a suspeita do cliente foi equivocada. Mesmo que a desconfiança não seja comprovada, nosso serviço ajuda a tirar a pulga da orelha”, argumentou o detetive.Com tanto tempo dedicado à investigação, Feitosa já passou por vários sustos. Um deles ocorreu quando o detetive seguia um homem, em Afogados, e precisou correr para pegar um flagrante na porta de um motel.
“Quando desci da minha moto, em disparada, os policiais do BPTran me abordaram, de arma em punho, e perguntaram se eu estava pretendendo assaltar alguém. Na mesma hora mostrei minha carteira de detetive e fui liberado”, contou Feitosa. |