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  Conselho dos Detetives da Bahia

08/08/2008 - 18:36 | Edição nº 289

 

Oposição abre ofensiva contra o diretor da Abin
Parlamentares querem convocar Paulo Lacerda para esclarecer a denúncia de suposto monitoramento ilegal do presidente do Supremo

 

 

 

 

 

 

 

 

Parlamentares da oposição na CPI dos Grampos decidiram centrar foco no trabalho da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e do diretor-geral do órgão, Paulo Lacerda. Os deputados querem explicações de Lacerda sobre o que foi feito pela agência para impedir que escutas ambientais clandestinas monitorassem, como sustenta reportagem da revista Veja desta semana, os gabinetes do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, e do chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho.

Os parlamentares também pretendem questionar Lacerda sobre qual foi a real participação de arapongas da Abin durante a Operação Satiagraha. O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) disse ontem que apresentará requerimento para ouvir Lacerda. Ele alegou ser necessário esclarecer a atuação dos agentes na Operação Satiagraha. Na semana passada, o delegado Protógenes Queiroz, que conduziu a primeira fase da operação, admitiu que arapongas da Abin ajudaram nas investigações. Em nota, a agência negou ter cedido funcionários para auxiliar os policiais federais.



 

                       

 

 

 

“Não estou colocando o senhor Paulo Lacerda, a quem admiro pelo trabalho, na condição de suspeito, longe disso. É uma pessoa que pode ajudar muito a CPI a esclarecer como, por exemplo, se compram esses equipamentos de escuta e quem trabalha nesse ramo”, afirmou o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR).

Grampos
Segundo a revista Veja, que citou relatório produzido pelo setor de segurança do STF, o gabinete do assessor-chefe do presidente do Supremo foi alvo de uma “provável escuta” clandestina. O ministro Gilmar Mendes também usa o local para tomar decisões. A “provável escuta” foi detectada em 10 de julho, um dia depois de o magistrado ter soltado, pela primeira vez, o banqueiro Daniel Dantas. A assessoria de imprensa do Supremo confirma a espionagem. A Veja só não afirma que efetivamente ocorreu o grampo porque o setor de segurança não conseguiu captar, na hora da varredura, conversas feitas dentro do gabinete.

A reportagem sustenta também que o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, pode ter sido espionado. A assessoria do Planalto não confirmou se ele foi ou não vítima da prática. Ontem, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou não acreditar que tenha havido escutas ilegais. “Mas a Polícia Federal está à disposição para investigar, se for o caso”, disse. “Os fatos são graves e, diante do que se sabe, seria interessante o depoimento de Paulo Lacerda”, retrucou Jungmann.

O deputado ressaltou que pretende conversar com o presidente da CPI dos Grampos, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), e o relator, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), sobre o caso. Nesta semana, estão previstos dois importantes depoimentos na comissão. Amanhã, o juiz Fausto de Sanctis, responsável pelo inquérito da Operação Satiagraha. Um dia depois, será a vez do banqueiro Daniel Dantas. A oposição pretende colocar em votação ainda pedidos para convocar Gilberto Carvalho, o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh e o ex-ministro Luiz Gushiken.

No contra-ataque, a base aliada quer chamar integrantes do governo FHC, como o ex-ministro Mendonça de Barros e o ex-presidente do BNDES, Andrea Calabi.

Fonte: Correio Braziliene


 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"É preciso ser justo antes de ser generoso"
Nícolas Chamfort
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