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26 de agosto de 2005, 15h40
“Araponga” é preso após grampear vários telefones
O detetive particular Elias Gomes da Silva, 34 anos, residente no Bairro Nova Imperatriz, foi preso ontem, por policiais militares. A polícia chegou até Elias Gomes da Silva depois de uma denúncia feita por um comerciante do bairro onde ele foi preso. O denunciante se queixou que Elias vinha grampeando telefones da Telemar e o grampo foi descoberto com a ajuda de técnicos, a partir de uma caixa de visitas da empresa.
Flagrantes de traição - Na residência do acusado, foram encontrados aparelhos de escuta, dois telefones celulares, com suspeita de serem clonados, cartões de crédito, extratos bancários de contas de terceiros e uma carteira de investigador, com inscrição do Departamento Nacional de Investigação Particular. Na linguagem policial, Elias Gomes da Silva seria um “araponga”, ou seja, aquele que utiliza escutas telefônicas e conversas para investigar a vida das pessoas e cobra pelo serviço.
O falso detetive recebeu voz de prisão e foi conduzido para a Delegacia do 1º Distrito Policial e entregue ao delegado Josenildo José Ferreira, que mediante as evidências o autuou em flagrante delito por crime de estelionato, tipificado no artigo 171 do Código Penal Brasileiro, cuja pena de reclusão é de um a cinco anos de reclusão. Segundo informações da polícia, Elias Gomes da Silva já foi preso anteriormente sob acusação de envolvimento com hacker.
O delegado Josenildo José Ferreira disse que, “no momento em que foi preso em flagrante, Elias tentou se livrar de um dos telefones, o que levantou mais ainda a suspeita de que era clonado. Os dois telefones celulares que foram apreendidos em poder do acusado serão periciados e se realmente for constatado o clone dos dois aparelhos, outros procedimentos podem ser abertos contra o acusado. Elias se negou a falar com a imprensa. Disse que só falaria em juízo e com a presença do seu advogado.
Conexão Parauapebas – Ontem, policiais comandados pela delegada Regional de Imperatriz, Bernadete das Graças Teodoro, prenderam em flagrante o hacker (pirata de computador) paraense José de Ribamar Brito Júnior, 22 anos, natural de Parauapebas-Pará. Ele foi preso em uma lan hause no momento em que fazia transferência de dinheiro para a conta do pai dele. Segundo a delegada Bernadete das Graças, com ele foram apreendidos um pen drive (armazenador de arquivos portátil), um celular de última geração e vários recibos de transferências bancárias e senhas de correntistas. Ele confessou que recebia 50% das quantias subtraídas dos bancos e que faz parte da quadrilha de Parauapebas, que mantém conexões nos estados do Maranhão, Pará, Tocantins e Goiás. Ele estava em Imperatriz há três dias, procedente de Goiânia, sendo monitorado pela polícia.